domingo, 20 de abril de 2014

22/03 - De Villazón - Bolívia a Humahuaca - Argentina

No post passado eu havia mencionado que ter decidido dormir em Villázon foi a pior decisão que tomamos em toda a viagem. E o motivo disso descobrimos no dia seguinte, quando precisamos atravessar a fronteira para a Argentina.

Era sábado e por volta das 9 hs estávamos prontos para sair da Bolívia, nós e mais dezenas e dezenas de pessoas ¬¬' , todos dependendo de um sistema precário e enrolado ¬¬'

Primeira coisa a se fazer é dar saída das motos, e pela primeira vez pegamos um policial que nos pediu uma "contribuição". Eu já havia lido um relato que nesta mesma fronteira pediram essa "ajuda", o motociclista deu 5 bolivianos que é a moeda de maior valor na Bolívia, falei isso pro Carlos para que, caso nos deparássemos com esse mesmo problema não precisássemos nos preocupar em oferecer muito dinheiro. Para nós isso é equivalente a centavos, mas se estávamos com tudo certo e documentado, gastamos um dinheirão nos preocupando com a PID, com o SOAT boliviano... é injusto esse pedido e minha consciência ficou incomodada com essa ideia.

Havia acabado nosso dinheiro boliviano e o Carlos trocou um pouco, importante: As casas de câmbio, tanto de bolivianos quanto de pesos argentinos tem apenas do lado da Bolivia, por garantia já cuidar disso por lá.


Para dar saída da moto basta apresentar uma cópia e o original do protocolo que foi entregue pela Aduana na entrada da Bolívia, o policial carimba e pronto. Quando fui o policial era só sorrisos, fiquei intrigada com quanto o Carlos deu pro cara, depois ele me disse que foram 10 bolivianos, menos mal ¬¬'


E finalmente a Argentina!!



... bem, quase, ainda faltava dar a nossa saída da Bolívia e entrada na Argentina, e lá fomos nós para a saga...

Pra começar a primeira fila, enorme!!! E sem preferencial ou organização ¬¬' crianças, idosos, todos amontoados em pé, no sol, esperando sua vez. Famílias que pareciam estar com a casa inteira nas bagagens =/ bem complicado.



Para o processo de saída basta apresentar o passaporte e o protocolo original de entrada na Bolívia.


Depois de um loooooongo tempo, finalmente demos saída na Bolívia, faltava "só" a entrada na Argentina, e mais uma looooonga fila pra coleção.


Tinha uma policial por lá que estava me perseguindo ¬¬' . Qdo eu cheguei ela veio me dizer que não podia deixar a moto onde eu havia colocado, o Carlos colocou a dele a 2 metros da minha e ela me fez voltar 1 metro pra colocar a moto ao lado da dele. Saí pra ir pedir informação e lá veio ela novamente, me fazendo voltar o trajeto só para que eu passasse pela calçada, tinha uns 5 metros de calçada apenas e ela fazia questão que passasse por lá. As filas estavam gigantes? Sem problemas. Tinha gente cortando fila? Sem problemas. Tava tudo uma sujeira e tinha até um porco no córrego da fronteira? Sem problemas, desde que os 5 metros de calçadas sejam usados!!!! Que RAIVA!!!!

Quando estava chegando nossa vez nos entregaram o formulário para preenchimento. Ahhh levem caneta, nem isso oferecem ¬¬'


A cara de alegria da pessoa:


e depois de mais alguns minutos, finalmente tudo ok, mas ainda faltava dar entrada da moto. Importante: Quando estiver dando entrada pessoal na Argentina já avisa que está de moto e que dará entrada dela tbm, pois preenchem alguma coisa lá internamente, esse é um detalhe que fez o cara repreencher o meu cadastro rsrs


Agora foi a saga das motos, ainda bem que não demorou taaaaanto assim, primeiro deve-se apresentar o documento carimbado que recebemos na Bolívia (pode ser a cópia ou original) para o lado argentino, a responsável da entrada e encaminha para a Aduana. Na Aduana nos pediram a carta verde, como já estávamos com o documento em mãos não tivemos nenhum problema, mas não sei qual o processo caso vá tirar o documento na própria fronteira.

Depois de assinar vários formulários, finalmente liberados................... para ir para o sensor das bagagens. Eis que surge a policial de novo, e de novo a perseguição com ela me fazendo voltar 1 metro para colocar a moto onde ela queria ¬¬'  Desmonta a moto toda pra passar os alforges na van, pediram pra ver o baú do Carlos apenas, a minha passou batido ;-)

Essa saga toda levou 6 horas, isso mesmo, 6 horas!!! Absurdo que comprometeu todo o nosso planejamento ¬¬'

Finalmente pudemos passar, mas lembra a parte que não tem casa de câmbio do lado argentino? Então, o Carlos teve que voltar pra trocar um pouco de dinheiro, não sabíamos disso até então. Almoçamos lá perto da fronteira por volta das 15 horas e percebemos que finalmente iríamos passar muito bem na Argentina, se tínhamos emagrecido alguma coisa no Perú e na Bolívia por causa da comida não tão agradável... iríamos achar todos os quilos por lá rsrs, muito bom!!!

Pegamos a estrada rumo a Humahuaca: retas..


...retas...


...retas...


...e mais retas...


O cenário ficou muito bonito quando começaram a aparecer as montanhas coloridas que dão fama a Humahuaca...


... mas as retas continuavam!!! rsrs A rodovia está em ótimo estado, sem reclamações do asfalto nesse trecho :-)


Por ser um lugar muito aberto pegamos muito vento na rodovia, as motos mal passavam de 90 kms/hr e foi nesse momento que o Carlos e eu tomamos a difícil decisão: Pular o Chile e pegar o caminho de volta pra casa.
Decidimos isso com dor no coração porque o Atacama seria um dos pontos altos da viagem, passamos por tantos desafios para estar por ali, tão pertinho... e ao mesmo tempo tão longe. O que pesou em nossa decisão foi a raiva da fronteira por termos perdido tanto tempo, pois dificilmente chegaríamos ao Chile no mesmo dia, e aí, mesmo que fôssemos teríamos apenas um dia pra ficar por lá e já começar a voltar, e isso com um retorno muito puxado. Levando-se tbm em consideração que teríamos mais uma fronteira pra encarar, pagar o SOAP por lá, minha perna não estava muito boa... bem, tem horas que precisamos saber quando voltar, infelizmente!!

Encontramos postos de gasolina apenas em Humahuaca, e decidimos nos hospedar por lá mesmo.


Com essa mudança de roteiro, ficamos tbm mais tranquilos financeiramente e até cancelamos a parte de viajar em modo econômico, ficamos num dos melhores hotéis de Humahuaca, o quarto do Carlos tinha até banheira kkkk eu que tenho cara de pobre fiquei num mais simples, sem esses luxos, mas ainda assim mto bom rsrs.


Nos impressionaram os muitos cactos gigantes por lá.


E a noite uma voltinha básica para irmos no melhor restaurante de toda a viagem \o/


Por vários cantos da cidade encontrávamos retratos e menções ao Che Guevara, gostei de descobrir isto visto que a história de aventura e determinação dele sempre me chamou muito a atenção.


É... passamos muito bem, muito mesmo rsrs Um carneiro assado muito bom!!!


Até aqui foram 7050 kms, mas ainda teria mto chão até chegar em casa \o/


Uma coisa curiosa é que no dia seguinte postei no facebook sobre a mudança de planos e, além do comentário da minha mãe de "finalmente estão voltando. ufa!!!" rsrs , recebemos muitos conselhos e torcida de motociclistas experientes que nos encheram de motivação e nos deram mais certeza que era a melhor decisão, como o que "só podem tomar essa decisão quem tentou e saiu do lugar" do Elson, ou o do Anderson de que "prudência é melhor que resistência em algumas circunstâncias e saber ouvir a voz interior nessas horas é o mais importante", e principalmente o do meu pai, dizendo que "só tenho 26 anos e muitos 'anos' pela frente para passear" com todo o apoio dele apesar da "saudade de pai".  Bem, os planos para o Atacama continuam firmes e fortes no coração, lembrar que tudo tem a sua hora nos poupa de muita coisa, e agora, planejar para voltar pra lá em breve, tenho certeza que no momento certo e em situações mais apropriadas farão esses kms valerem ainda mais a pena ;-)

quarta-feira, 16 de abril de 2014

21/03 - de Uyuni a Villazón - Bolívia

Dizem que não existe felicidade e sim momentos felizes, e são esses que ficam gravados em nossa memória e coração. É curioso pensar nisso porque mesmo já fazendo vários dias que voltamos da  viagem, ainda é possível lembrar a aventura e os desafios dia a dia, e trago mais um aqui pro blog, quando fomos de Uyuni a Villazón - Bolívia.

Para pegarmos apenas asfalto saímos de Uyuni pegando a estrada pra Potosí novamente, aquela mesma que nos havia deixado encantados anteriormente, ver de um outro ângulo só revelava novas paisagens, ficando a cada quilometro mais linda *-* mas dessa vez resistimos a parar de metro em metro pra tirar foto rsrs indo  direto a Potosí.

Em Potosí almoçamos praticamente no meio da rua, enquanto temos barracas que vendem lanches, churrasquinho e coisas do tipo, lá servia comida mesmo, e sinceramente, tava melhor que muito restaurante!!! Uma encorpada sopa de macarrão com legumes e suco de pêssego, nunca fui muito fã de sopa, mas nessa hora qualquer coisa desce rsrs 



E ainda lembro da senhora que nos serviu tirando um sarro de mim, dizendo que eu não ia crescer mais, poderia sentar pra comer tranquila rsrsrs Se reparar bem na foto abaixo da pra ver a borda da saia da senhora atrás da mesa, ela via a câmera e logo começava a rir e se esconder kkkkk


Tivemos trabalho para sair de Potosí, como toda cidade boliviana um pouco maior ... o trânsito é caótico, faltam placas e informações. Como estávamos sem GPS o jeito foi perguntar onde era a saída para Tupiza, e cada um nos mandava para um canto da cidade. Perdemos um booom tempo nisso, infelizmente, mas no fim deu tudo certo. Uma coisa curiosa é que parada no trânsito mesmo, algumas pessoas passando na calçada davam as boas vindas a cidade kkkkk gesto muito interessante, mas mal sabiam que o que queríamos mesmo era dar o fora de lá o quanto antes kkkkkk, mas essa situação me fez lembrar das muitas histórias que ouvimos sobre a falta de receptividade e problemas na Bolívia, fomos privilegiados porque não tivemos nenhum, exceto o picareta do pedágio saindo de Potosí mesmo, paramos pra perguntar e ele foi o único que nos cobrou em todo o país, 2 bolivianos por moto, papo muito estranho ¬¬'

A estrada entre Potozí e Tupiza tem um ótimo asfalto, algumas partes parecem concreto mas é boa tbm, só precisa de atenção nas subidas pois alguns trechos há manchas de pneu que se misturam as manchas de óleo, então cada curva requer muito cuidado, e curva... é o que não falta.


A paisagem mudou drasticamente na descida, era uma relva baixinha, empoeirada e meio seca, típica de clima desértico. Há poucos vilarejos ao longo do caminho e não passamos por nenhum posto de gasolina, abastecemos apenas em Tupiza mesmo, imagine minha preocupação, tanque na reserva e nada de cidades e postos, mas como não dá pra puxar muito na velocidade ela fez uma boa média e chegou bem no posto. Em Tupiza foi o único posto que nos deu nota com a quantidade de combustível comprada. Explicaram que este é um requisito para estrangeiro porque nas "Pesages" (pedágios) podem pedir para saber quanto foi abastecido, fiscalizando assim possíveis contrabandos de gasolina.



No caminho de Tupiza a Villazón (a última cidade boliviana) tbm sem surpresas e sem grandes mudanças na paisagem.



Chegamos em Villazón perto das 19 hs, e com o receio do que nos aguardava na Argentina tomamos a pior decisão da viagem: Nos hospedarmos por lá e passar na fronteira apenas no dia seguinte. Ficamos no hotel central, um bom hotel mas com o mesmo problema que encontramos em todos de Villazón: não tinha wi-fi =/ . Ahhh pagamos 90 bolivianos cada pela hospedagem.

Uma coisa curiosa foi uma "apresentação" nas ruas por lá, depois descobri que era aniversário do colégio da cidade e alunos e professores estavam rodando por todo o centro, acho que isso já é algo que se perdeu aqui no Brasil.


Bem, até aqui foram 6883.8 kms, mas vamos que vamos pq ainda tem muito chão pra rodar ;-)


sábado, 5 de abril de 2014

20/03 - Salar de Uyuni, finalmente!!!

Recebi essa semana por e-mail um texto dos Fazedores de Chuva que me fez refletir sobre como aproveitamos o hoje, sobre como devemos 'priorizar o que se transformará em recordação'. Daqui 10, 20, 30 anos, quais serão nossas histórias para filhos e netos? Histórias incríveis, momentos mágicos e dias memoráveis? As palavras desse texto me induziram a fazer um balanço e uma montagem de alguns momentos que me proporcionaram aventuras inesquecíveis e amigos que levarei para a vida toda... ou não, mas que em algum momento fizeram parte da minha história.


Pensando mais a fundo sobre a viagem do Giro Latino especificamente, é claro que as aventuras foram muitas e as histórias recheadas de causos, levamos com carinho nossos amigos nas garupas compartilhando relatos e fotos, e isso é incrível!!! Cada parte, cada estrada, cada curva, cada cidade e cada paisagem ficarão guardados com nostalgia em nossos corações. Mas tem um lugar em especial que posso bater no peito e falar com brilho nos olhos que fomos, e este lugar é o Salar de Uyuni.

Antes da viagem perdi a conta de quantos nos falaram pra não ir, que era difícil, que só serviria pra estragar a moto... mas só poderiam falar isso porque não foram e não sentiram o que é pilotar num lugar tão surpreendente.

Bem, estávamos hospedados no hotel Inti logo na entrada da cidade. Quando falamos com o dono que estávamos pensando em ir pro Salar de moto ele logo falou: "Muito melhor, é muito fácil, não tem erro!!!". Falando dessa forma ficamos tranquilos e acreditamos que aquela era realmente a melhor decisão.


Por sinal hotel recomendado, o cara era gente boa e prestativo.
 
Antes de sair da cidade fomos abastecer e lembrei de registrar a injustiça com estrangeiros, para nós 8, 85 bolivianos o litro.


E para moradores 3, 74. Cada tanque da Lander dava quase 100 bolivianos, apesar da desvalorização da moeda boliviana ainda assim é injusto ¬¬'


 Pegamos a avenida principal de Uyuni e depois de 2 quadras virar a direita e ir reto.


Apenas 30 kms separam Uyuni do Salar, há uma estrada de terra para fazer esse caminho, realmente não tem como errar. Ao lado estão construindo uma estrada que será asfaltada, ainda bem que fomos a tempo de fazer o caminho com mais emoção \o/


Claro que fazer off com os pontos na perna, os areiões e pedras não foi a coisa mais fácil do mundo, mas quem disse que era pra ser? :-P Pelo menos dessa vez fomos bem tranquilos, muita calma, muitas fotos e nada de terreno comprado pela Layla :-P



O visual é bem de deserto mesmo, pouca vegetação e muito pó, a temperatura estava agradável, apesar do sol ser ardido não passava dos 18° + -





Em Colchani pegamos a estrada preta como dizem e já há indicações para os hotéis de sal, só seguir as placas.





Por fora não damos nada para os hotéis de sal, e por sinal ví dois, não sei se tem mais. Eu até falei para o Boni que eu esperava mais... claro, além do fato de serem todo construídos com sal rsrs...


...mas por dentro, surpreende mesmo!!! O chão é todo de sal grosso, todos os móveis rústicos e tbm de sal.



Uma decoração linda!!!




E deixamos nossa marca por lá \o/


Já era possível observar bem de perto aquele mar de sal, e expectativa de ir pra lá logo era enorme!!!



Pegamos novamente a estrada preta seguindo o rastro dos carros




Logo no começo tem vários bolsões com uma água muito fedida, muito mesmo.


Até chatinho de passar, mas é rápido.


A medida que vai avançando a diversão só aumenta :-D !!!!



 



O sal por toda parte na moto :-D



Fotos, fotos e mais fotos!!! \o/














O chão é bem firme, super tranquilo de andar.



Um pouco mais a frente perto de uma construção tinham dezenas de bandeiras e uma estátua enorme do Dakar. O sorriso fica maior ainda lembrando que já passou cada guerreiro por lá.... legal demais, da a sensação de tbm fazer parte do campeonato, nem que seja um pouquinho só!!!


Giro Latino tbm registrado na bandeira \o/






 

Por lá haviam vários e vários carros com turistas, e só o Carlos e eu de moto. Foi engraçado que todos eles tiravam fotos, acenavam, gritavam Brasil quando passavam por nós... alguns até puxaram assunto perguntando da viagem e se impressionando com a aventura. Conversávamos que com certeza pelo menos uns 95% dos turistas que estava lá gostariam de estar no nosso lugar, pilotando, sentindo o vento no rosto, a alegria... mesmo que eles nunca tivessem subido numa moto. E nós? Estávamos exatamente onde desejávamos estar!!!!




Lembramos de pegar as pedras de sal para os amigos que haviam pedido.


 

Curtindo mais um pouco os últimos momentos *-*







Hora de voltar =/ Em Colchani tem uma igrejinha... lembrei de registrar uma foto para o XOL.



Tem tbm uma feirinha de artesato com um pessoal que precisa urgentemente aprender noções de comércio viu ¬¬'. Mas enfim, tudo por lá é construído com sal tbm.


Dica: Levar lanche, almoço, barrinha... sei lá, qualquer coisa, e água sempre!!!. Os carros com pacotes turísticos levam almoço para os turistas, mas nós não levamos nada. Ainda bem que tinha uma barraquinha de lanches em Colchani, tirando o fato da mulher mal humorada enfiar a mão sem nenhum pudor dentro do meu lanche... ok, estava comível, mais ou menos rsrs e a mesa foram as motos mesmo rsrs.


Voltando pra Uyuni uma placa bem mais legal rsrs

 

Logo na entrada da cidade perguntamos onde era o cemitério dos trens, passeio famoso também. Fica ao redor do próprio município de Uyuni, moleza ir por conta.

Confesso que me decepcionou um pouco, ok ok, não dá pra esperar muito de um "cemitério", mas é só um terreno grande com um monte de vagão pichado e abandonado, e muito lixo ao redor. No passado o local foi um cruzamento de ferrovias utilizado no transporte de minérios entre Bolívia, Chile e Argentina. Alguns vagões são famosos como os restos de um trem que foi assaltado por dois foras da lei norte americanos que teriam sido mortos na Bolívia em 1908, e isso virou até filme, mas ainda assim, não me chamou a atenção para ir mais perto.


A preocupação com as motos devido o sal era real, afinal dinheiro não dá em árvore né, fomos num lava rápido e o cara passou uma ducha pra tirar o excesso de sal. Passamos óleo no motor pra ver se protegia um pouco, mas não deve ter ajudado muito, a curva do escape ficou manchada e acho que a vida útil não será tão grande assim, mas de qualquer forma... peças a gente compra, experiências não ;-) faria tudo de novo!!! \o/


A noite nada de pizza de lhama ¬¬' Nunca mais!!!


Bem, voltando ao texto de referência citado no início do post, todos os dias de uma viagem são 'contados com ar de superação e recheados de aprendizado', ter ido contra a opinião de tantos e seguido nossos instintos e espíritos inquietos nos proporcionou uma experiência que jamais será esquecida. A quebra da rotina e da mesmice nos revigora e alimenta cada vez mais os sonhos de ir cada vez mais longe, e seguindo esses sonhos poderemos, novamente, dizer que estaremos exatamente onde desejamos estar!!!

OBS: Como eu estava sem GPS pra gravar os logs, registrei com o Minhas Trilhas, fica a dica pra quem tbm se importa mais com o "ser" do que com o "ter", e logo irá partir pra estrada tbm

https://docs.google.com/file/d/0Bya20oPXarPXTDNtY0pDLWlHXzQ/