Quando eu estava fazendo pesquisas sobre o Rio Tietê me chamou a atenção as dezenas de músicas, homenagens, poesias e apelos para a limpeza dele em sua totalidade, uma das que mais gostei foi "O Rio Tietê pede socorro", de Antonio Cícero da Silva por ser tão direto com as palavras. "Sou um rio tão rico, Mas também tão pobre… Por piedade suplico Façam-me um nobre. Antes estava tudo bem, Mas o progresso chegou. Não fiz mal a ninguém, Mas a cidade me machucou. Onde estão os poderosos? Apenas ouço falar. Parecem-me piedosos, Mas quando irão me limpar? Entra ano e sai ano A continuo a esperar Por todo o povo eu clamo Que não querem colaborar. Não esqueço do meu passado. Onde estão os meus peixes? Não sou mais verdadeiro Sou um rio que padece. Nas duas pontas sou lindo Por que no meio não? Preciso ser limpo Peço portanto, muita atenção. Quero águas cristalinas , Cheias de borras não Em mim você jamais imagina… Encha de fezes a sua casa, eu ...